Introdução para o tema 04
Viciados em Música
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          "Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra DEUS? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de DEUS." Tiago 4:4.

          Quando se fala em vício costumamos pensar logo nas drogas, no fumo ou no álcool, mas existem muitas coisas que podem provocar dependência, formando alguma espécie de vício. Existem pessoas viciadas em doces e chocolates, as quais nem sempre consideram seus hábitos comprometedores, a não ser quando descobrem que estão com excesso de peso, espinhas e outros problemas na pele ou ainda diabetes. Outras pessoas são viciadas em refrigerantes e não acham a menor graça em uma refeição na qual não possam tomar um grande copo de bebida gasosa, especialmente se estiverem habituados a beber coca-cola.

          Outras pessoas são viciadas em "certos" programas de televisão e não conseguem passar um único dia sem ligar o aparelho, especialmente por causa de alguma novela. Pode até não parecer preocupante, para alguns, mas quando descobrimos que não é impossível de se encontrar pessoas, dentre os "guardadores do sábado", que chegam ao extremo de deixar o videocassete programado para gravar a novela na sexta-feira à noite para assistir no domingo, somos obrigados a analisar se o vício televisivo não poderia ser perigoso para a vida espiritual.

          Muitos são os perigos encontrados em nosso mundo, muitos dos quais capazes de formar um hábito ruim e, conseqüentemente, um vício nocivo. Dentre eles nos ocuparemos hoje dos vícios musicais. Como qualquer coisa perigosa a música ruim, quando passa a ocupar um lugar significativo na vida de uma pessoa, causa estragos não só na vida do "viciado" como também nas vidas das pessoas à sua volta, que podem seguir o seu mau exemplo ou se tornarem tolerantes com o mundanismo de diversas formas.

          Muitas pessoas que estão hoje na sarjeta começaram bebendo um pouquinho, apenas "socialmente". Dentre os muitos elementos que favorecem o vício musical estão o "é só um pouquinho" e o "só de vez em quando". Os primeiros frutos que se colhe da "amizade do mundo" (Tiago 4:4) na música, é o fato de que aqueles que ouvem músicas do mundo "de vez em quando" costumam achar os hinos tradicionais "quadrados" e têm grande apreciação por "musiquetas" religiosas com letra cristã e ritmo mundano.

          Desta tragédia moderna surge a desorientação e a condescendência com estilos musicais questionáveis, para os quais muitos não conseguem dar explicações melhores do que "é para segurar os jovens na igreja" ou "é para atrair as pessoas do mundo, que não estão acostumadas com música de 'crente'". Sem querer, os que fazer esta última afirmação estão dizendo que as músicas usadas na pregação do evangelho deveriam ter uma aparência "descrente"; seria isto um convite coerente para os novos conversos? Tal gesto os prepararia adequadamente para passarem a eternidade toda cantando músicas "quadradas" com os anjos?

          Todos sabemos que certas desculpas esfarrapadas em relação à música, como as acima citadas, se baseiam num "é só no começo" ou "é só por enquanto", e sabemos também que o tal "começo" nunca termina e o "por enquanto" nunca é corrigido, indo de mal a pior e favorecendo cada vez mais a entrada de música popular-religiosa no meio do povo remanescente.

          Se é verdade que estamos nos preparando para o Céu, temos obrigação de nos distanciarmos de tudo o que nos acostume ao mundo ou nos vicie no que é ruim. Considerando esta questão assistamos agora a nossa palestra em vídeo de hoje que terá como título: "Viciados em Música".


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