Introdução para o tema 08
A Trombeta Fora de Tom
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          "Ora, até as coisas inanimadas, que emitem som, seja flauta, seja cítara, se não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca na flauta ou na cítara? Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar. Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento." I Coríntios 14:7-9 e 15.

          O texto que acabamos de ler fala a respeito de cantar com o entendimento; isto exige que a pessoa pense no que está fazendo, que seja algo feito de modo inteligente. Mas, seria possível alguém cantar sem pensar?

          É possível que alguns aqui já tenham ouvido alguém dizer: "falei sem pensar". Na realidade o verdadeiro sentido desta frase não é o que aparenta à primeira vista. Só existem duas espécies em nosso mundo que são capazes de falar sem pensar: uma é o papagaio ou seus "parentes" próximos, a outra os loucos ou pessoas com distúrbios mentais graves; não creio que alguém que diga "falei sem pensar" gostaria de ser incluído em nenhum destes dois grupos.

          Na realidade o que acontece é que algumas pessoas agem ou falam sem refletir sobre quais serão as conseqüências do que estão fazendo, em outras palavras, agem de maneira inconseqüente. Isto pode acontecer com qualquer pessoa que canta sem avaliar quais serão as conseqüências de sua apresentação musical, das músicas e da forma como canta ou se apresenta; isto é cantar sem entendimento. Tanto uma música imprópria quanto uma apresentação realizada de maneira inadequada podem desvirtuar totalmente um momento de louvor. Não podemos cantar simplesmente para fazer barulho ou só para preencher o espaço destinado a uma mensagem musical. O louvor é coisa séria e só deveria ser apresentado de maneira inteligente.

          Existem objetivos a serem alcançados em um louvor: Honrar e adorar a DEUS, transmitir mensagens e inspiração aos ouvintes e levá-los para mais perto do Céu. Se o conteúdo de uma mensagem musical, a forma como a música for apresentada, o comportamento do cantor ou até mesmo a sua aparência pessoal atrapalhar de serem alcançados qualquer dos objetivos mencionados, seria melhor que tal apresentação musical nunca se realizasse.

          O púlpito não é um palco, as programações da igreja não são "shows de calouros", a igreja não é vitrine de exibicionismo e as vidas espirituais dos adoradores não podem servir como material para a realização de experiências. Algo que não possa ser considerado como estando plenamente de acordo com a vontade de DEUS jamais deveria ser realizado na casa dEle.

          Como é uma apresentação musical adequada? Como podem os cantores se apresentarem convenientemente e qual o comportamento correto em tais ocasiões? O que pode comprometer a qualidade de uma apresentação musical? São muitas as questões a serem consideradas e diversos os itens que podem tornar ou não um louvor apropriado. Não é só querer cantar para que isto seja feito "com o entendimento".

          Analisemos mais detalhadamente algumas destas questões ao assistamos agora a nossa palestra em vídeo de hoje que terá como título: "A Trombeta Fora de Tom".


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