A excelência da sabedoria | ||||
1 Assim como as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o ungüento do perfumador, assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia. | 1 As moscas mortas fazem com que o ungüento do perfumista emita mau cheiro; assim um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra. | 1 Assim como a mosca morta produz mau cheiro e estraga o perfume, também um pouco de insensatez pesa mais que a sabedoria e a honra. | 1 As moscas mortas fazem que o ungüento do perfumista emita mau cheiro, assim um pouco de estultícia pesa mais do que a sabedoria e a honra. | 1 Uma mosca morta infeta e corrompe o azeite perfumado; um pouco de loucura é suficiente para corromper a sabedoria. |
2 O coração do sábio está à sua direita, mas o coração do tolo está à sua esquerda. | 2 O coração do sábio o inclina para a direita, mas o coração do tolo o inclina para a esquerda. | 2 O coração do sábio se inclina para o bem, mas o coração do tolo, para o mal. | 2 O coração do sábio está à sua direita, mas o coração do tolo à sua esquerda. | 2 O coração do sábio está à sua direita: o coração do insensato à sua esquerda. |
3 E, até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o seu entendimento e diz a todos que é tolo. | 3 E, até quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o entendimento, e ele diz a todos que é tolo. | 3 Mesmo quando anda pelo caminho, o tolo age sem o mínimo bom senso e mostra a todos que não passa de um tolo. | 3 Quando o tolo anda pelo caminho, falta-lhe o entendimento e ele diz a todos: Sois tolos. | 3 No meio da estrada, quando caminha o tolo, falta-lhe o bom senso, e todos dizem: É um louco. |
4 Levantando-se contra ti o espírito do governador, não deixes o teu lugar, porque a submissão é um remédio que aplaca grandes ofensas. | 4 Se levantar contra ti o espírito do governador, não deixes o teu lugar; porque a deferência desfaz grandes ofensas. | 4 Se a ira de uma autoridade se levantar contra você, não abandone o seu posto; a tranqüilidade evita grandes erros. | 4 Se o espírito de quem governa, se levantar contra ti, não deixes o teu lugar, pois a submissão aplaca grandes ofensas. | 4 Se a ira do príncipe se inflama contra ti, não abandones teu lugar, porque a calma previne grandes erros. |
5 Ainda há um mal que vi debaixo do sol, como o erro que procede do governador. | 5 Há um mal que vi debaixo do sol, semelhante a um erro que procede do governador: | 5 Há outro mal que vi debaixo do sol, um erro cometido pelos que governam: | 5 Há um mal que vi debaixo do sol, semelhante a um erro de governador: | 5 Vi debaixo do sol um mal: uma falha da parte do soberano: |
6 A estultícia está posta em grandes alturas, mas os ricos estão assentados em lugar baixo. | 6 a estultícia está posta em grande dignidade, e os ricos estão assentados em lugar humilde. | 6 Tolos são postos em cargos elevados, enquanto ricos ocupam cargos inferiores. | 6 a estultícia está posta em grande dignidade, e os ricos estão sentados em lugares humildes. | 6 o insensato ocupa os mais altos cargos, enquanto que os homens de valor estão colocados em empregos inferiores. |
7 Vi os servos a cavalo, e os príncipes andando sobre a terra como servos. | 7 Tenho visto servos montados a cavalo, e príncipes andando a pé como servos. | 7 Tenho visto servos andando a cavalo, e príncipes andando a pé, como servos. | 7 Vi os servos a cavalo, e os príncipes andando sobre a terra como servos. | 7 Vi escravos montarem a cavalo, e príncipes andarem a pé como escravos. |
8 Quem abrir uma cova, nela cairá, e quem romper um muro, uma cobra o morderá. | 8 Aquele que abrir uma cova, nela cairá; e quem romper um muro, uma cobra o morderá. | 8 Quem cava um poço cairá nele; quem derruba um muro será picado por uma cobra. | 8 Quem abre uma cova, nela cairá; e quem rompe um muro, uma cobra o morderá. | 8 Quem cava uma fossa, pode nela cair, e que derruba um muro pode ser picado por uma serpente. |
9 Aquele que transporta pedras, será maltratado por elas, e o que rachar lenha expõe-se ao perigo. | 9 Aquele que tira pedras é maltratado por elas, e o que racha lenha corre perigo nisso. | 9 Quem arranca pedras, com elas se ferirá; quem racha lenha se arrisca. | 9 Aquele que tira pedras, delas será maltratado; e o que racha lenha, corre perigo nisso. | 9 Quem lavra a pedra pode machucar-se; quem fende achas de lenha arrisca a ferir-se. |
10 Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve redobrar a força; mas a sabedoria é excelente para dirigir. | 10 Se estiver embotado o ferro, e não se afiar o corte, então se deve pôr mais força; mas a sabedoria é proveitosa para dar prosperidade. | 10 Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso. | 10 Se for embotado o ferro, e não se lhe amolar o corte, será preciso mais força; mas a sabedoria é proveitosa para dar prosperidade. | 10 Se o ferro está embotado, e não for afiado o gume, é preciso redobrar de esforços; mas afiá-lo é uma vantagem que a sabedoria proporciona. |
11 Seguramente a serpente morderá antes de estar encantada, e o falador não é melhor. | 11 Se a cobra morder antes de estar encantada, não há vantagem no encantador. | 11 Se a cobra morder antes de ser encantada, para que servirá o encantador? | 11 Se a cobra morder antes de estar encantada, não há vantagem no encantador. | 11 Se a serpente morde por erro de encantamento, não vale a pena ser encantador. |
12 Nas palavras da boca do sábio há favor, porém os lábios do tolo o devoram. | 12 As palavras da boca do sábio são cheias de graça, mas os lábios do tolo o devoram. | 12 As palavras do sábio lhe trazem benefícios, mas os lábios do insensato o destroem. | 12 As palavras que saem da boca do sábio são cheias de graça, porém os lábios do tolo o destruirão. | 12 As palavras de um sábio alcançam-lhe o favor, mas os lábios dos insensatos causam a sua perda. |
13 O princípio das palavras da sua boca é a estultícia, e o fim do seu falar um desvario péssimo. | 13 O princípio das palavras da sua boca é estultícia, e o fim do seu discurso é loucura perversa. | 13 No início as suas palavras são mera tolice, mas no final são loucura perversa. | 13 As primeiras palavras que saem da boca do tolo são estultícia, e as últimas do seu discurso são loucura perversa. | 13 O começo de suas palavras é uma estultícia, e o fim de seu discurso é uma perigosa insânia. |
14 O tolo multiplica as palavras, porém, o homem não sabe o que será; e quem lhe fará saber o que será depois dele? | 14 O tolo multiplica as palavras, todavia nenhum homem sabe o que há de ser; e quem lhe poderá declarar o que será depois dele? | 14 Embora o tolo fale sem parar, ninguém sabe o que está para vir; quem poderá dizer a outrem o que lhe acontecerá depois? | 14 O tolo multiplica as palavras, todavia o homem não sabe o que acontecerá; quem lhe poderá declarar o que será depois de si? | 14 E o insensato multiplica as palavras. O homem não conhece o futuro. Quem lhe poderia dizer o que há de acontecer em seguida? |
15 O trabalho dos tolos a cada um deles fatiga, porque não sabem como ir à cidade. | 15 O trabalho do tolo o fatiga, de sorte que não sabe ir à cidade. | 15 O trabalho do tolo o deixa tão exausto que ele nem consegue achar o caminho de casa. | 15 O trabalho dos tolos o fatiga, porque não sabe ir a cidade. | 15 O trabalho do insensato o fatiga: ele que nem sequer sabe ir à cidade. |
16 Ai de ti, ó terra, quando seu rei é uma criança, e cujos príncipes comem de manhã. | 16 Ai de ti, ó terra, quando o teu rei é criança, e quando os teus príncipes banqueteiam de manhã! | 16 Pobre da terra cujo rei é jovem demais e cujos líderes fazem banquetes logo de manhã. | 16 Ai de ti, ó terra, quando o teu rei é criança, e quando os teus príncipes se banqueteiam de manhã! | 16 Ai de ti, país, cujo rei é um menino e cujos príncipes comem desde a manhã. |
17 Bem-aventurada tu, ó terra, quando seu rei é filho dos nobres, e seus príncipes comem a tempo, para se fortalecerem, e não para bebedice. | 17 Bem-aventurada tu, ó terra, quando o teu rei é filho de nobres, e quando os teus príncipes comem a tempo, para refazerem as forças, e não para bebedice! | 17 Feliz é a terra cujo rei é de origem nobre, e cujos líderes comem no devido tempo, para recuperar as forças, e não para embriagar-se. | 17 Feliz és tu, ó terra, quando o teu rei é filho de nobres, e quando os teus príncipes comem em tempo próprio para refazerem as forças e não para bebedice! | 17 Feliz de ti, país, cujo rei é de família nobre, e cujos príncipes comem à hora conveniente, não por devassidão, mas para sua própria refeição. |
18 Por muita preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa goteja. | 18 Pela preguiça se enfraquece o teto, e pela frouxidão das mãos a casa tem goteiras. | 18 Por causa da preguiça, o telhado se enverga; por causa das mãos indolentes, a casa tem goteiras. | 18 Pela muita preguiça abate o teto, e pela frouxidão das mãos a casa tem goteiras. | 18 Por causa do desleixo ir-se-á abaixando o madeiramento, e quando as mãos são inativas, choverá dentro da casa. |
19 Para rir se fazem banquetes, e o vinho produz alegria, e por tudo o dinheiro responde. | 19 Para rir é que se dá banquete, e o vinho alegra a vida; e por tudo o dinheiro responde. | 19 O banquete é feito para divertir, e o vinho torna a vida alegre, mas isso tudo se paga com dinheiro. | 19 O festim faz-se para rir, e o vinho torna alegre a vida; e o dinheiro obtém tudo. | 19 Faz-se festa para se divertir; o vinho alegra a vida, e o dinheiro serve para tudo. |
20 Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes ao rei, nem tampouco no mais interior da tua recâmara amaldiçoes ao rico; porque as aves dos céus levariam a voz, e os que têm asas dariam notícia do assunto. | 20 Nem ainda no teu pensamento amaldições o rei; nem tampouco na tua recâmara amaldiçoes o rico; porque as aves dos céus levarão a voz, e uma criatura alada dará notícia da palavra. | 20 Nem em pensamento insulte o rei! Nem mesmo em seu quarto amaldiçoe o rico! Porque uma ave do céu poderá levar as suas palavras, e seres alados poderão divulgar o que você disser. | 20 Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes o rei; e não amaldiçoes o rico nem ainda na tua câmara; porque as aves do céu levarão a tua voz, e o que tem asas declarará as tuas palavras. | 20 Não digas mal do rei, nem mesmo em pensamento; mesmo dentro de teu quarto, não digas mal do poderoso. Porque um passarinho do céu poderia levar tua palavra e as aves repetirem tuas frases. |
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